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Crítica do concerto em Vilar de Mouros
Crítica do concerto no Lótus Bar
Blitz: Alta Fidelidade - Palco 6 Pérolas para quem? A revelação de Teresa Gabriel em noite de pouca gente
Chama-se Teresa Gabriel e, apesar da tenra idade, sabe perfeitamente o que quer: passar ao próximo, de forma natural, as emoções que brotam da sua voz, do dedilhar seguro e criativo da sua guitarra acústica e dos discretos (mas indispensáveis) instrumentistas que a acompanharam, na passada Sexta-Feira, no Palco 6 do Parque das Nações. E consegue-o, parecendo já uma experiente cantora/compositora cuja maior arma é a palavra, temperada pelas cordas de uma guitarra. E de um violino, magistralmente conduzido pela polaca Zofia (escrever-se-á assim?). Num concerto perfeito, em que Teresa mostrou possuir o dom da comunicação mesmo quando não havia música, ternos temas de essencialidade acústica interpretados num aparentemente contraditório registo de simplicidade e riqueza evocaram, de forma límpida, a urgência de viver na sua multiplicidade de formas. Dispondo de um notável bom gosto a nível de arranjos -- um virtuosismo sabiamente controlado --, a jovem cantora partilhou, generosamente, momentos únicos como «Angel» e «Dream Sister» e soube cativar a atenção de um público numeroso que, depois da actuação, desapareceu com ela. Efeitos mágicos de um cometa inesperado (menos para o António Pires, que já tinha reparado nela em Vilar de Mouros) que deixou em toda a gente uma incontrolável vontade de repetir a experiência. 7/9/2001 Luís Guerra
Correio da manhã, 28 de Junho 2001
CANTAUTORES 'OPTIMUS' NO GARAGE
Sem
pretender destacar qualquer das formações, ou estilos, assinale-se, porém, a veia
poética de cantautor exibida por Teresa Gabriel - uma 'songwriter' dotada de excelente
voz que põe ao serviço de canções simples e de texturas acústicas
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LAnetro, Lisboa, 18/7/2001
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| Vilar de Mouros 2001 | |
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| Texto Inês Lampreia |